Amazonia Viva Santarém

5/16/2006

Maria, prefeita de Santarém em cima do muro


Em meio aos debates provocados pelas manifestações de ONGs e movimentos sociais da região Oeste do Pará contra a monocultura da soja na região, que vem sendo fortalecidos pela campanha do Greenpeace, pode-se perceber mais claramente as posturas e práticas tomadas pelas lideranças políticas dos municípios.

No caso da Prefeita de Santarém, Maria do Carmo, não tem sido difícil notar sua situação no mínimo desconfortável frente a essas discussões. Inúmeras situações parecem refletir que a prefeitura está de certa forma presa à política implementada em administrações anteriores, como a do prefeito Lira Maria, que fez de tudo para facilitar a implantação do Porto da Cargill em Santarém. A prefeita sabe que a economia da soja em Santarém aumentou o PIB do município e que também gerou prejuízos sociais e ambientais que custarão mais caros a médio e longo prazo, mas mesmo assim no meio dos empresários da soja, defende a soja.

Defende não apenas em discursos, mas em atitudes demonstrando sua posição e dos seus grupos aliados. A proibição de uma exposição fotográfica do Greenpeace que iria acontecer no Mercadão 2000 mostrando imagens da destruição causada pelas plantações de soja, as dificuldades criadas pelo administrador do Porto da Cia Docas do Pará, seu marido Celso Lima, para a atracação do navio da mesma ONG, e a assinatura apoiando o tal acordo de conduta da Cargill com a ONG americana TNC.

Por outro lado, quando se vê frente aos movimentos sociais que apoiaram sua eleição e que viam a prefeita como aliada, Maria tem outro discurso, como aconteceu durante um seminário realizado neste mês na Ulbra sobre produção faimiliar, quando afirmou: “Entendemos que através da agricultura familiar e de outras iniciativas sustentáveis é que podemos evitar o que está acontecendo nas regiões que pautaram sua economia só na soja. Como hoje a soja está vivenciando problemas difícil, que é dólar baixo, insumos caríssimos, juros altos, e agora estão jogando a soja fora, tentando obstruir as estradas para protestar. Isso é um exemplo vivo que a economia de uma região não pode se pautar num único modelo econômico, como a soja”.


O que está acontecendo com a Maria do Carmo?

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